Inteligência artificial nos bancos: ameaça ou valor para o bancário

Inteligência artificial nos bancos automatiza tarefas, mas suitability e conformidade exigem gente. Veja dados da Febraban e do BC com a Capriata Cursos.
inteligência artificial, carreira bancária, certificação ANBIMA, CPA, C-Pro R, C-Pro I, suitability, Febraban, concurso bancário

Quem pensa em entrar num banco, ou já trabalha em um, costuma chegar à mesma pergunta sobre a inteligência artificial nos bancos: se o chatbot atende o cliente, o sistema sugere o crédito e o algoritmo barra a fraude, ainda sobra espaço para uma pessoa? Essa dúvida aparece com frequência entre quem estuda conosco para a CPA e para os concursos bancários, e por isso ela pede uma resposta que não seja alarmista nem confortável demais.

A resposta curta sobre a inteligência artificial nos bancos: a tecnologia (IA) já assume tarefas dentro das instituições, e o quadro de bancários encolhe há mais de uma década, mas as fontes públicas não provam que uma coisa causa a outra. Por outro lado, o que as normas mantêm sob responsabilidade humana e institucional é recomendar, adequar ao perfil do cliente e controlar riscos. Nesse contexto, a certificação ANBIMA é a porta de entrada para essas atividades. Ela habilita, mas não funciona como escudo.

Para chegar a essa conclusão sobre a inteligência artificial nos bancos, usamos apenas fontes públicas: a 34ª Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária (realizada pela Deloitte), levantamentos do Banco Central (BC), as regras de suitability da CVM e da ANBIMA e o conteúdo das nossas apostilas de CPA, C-Pro R e C-Pro I. Assim, onde não existe dado público, dizemos que não existe.

O medo tem base: o quadro de bancários encolhe há anos

Primeiro, dois levantamentos diferentes contam a mesma história. Segundo a Febraban, citada pela Fundação Perseu Abramo, o número de bancários caiu de cerca de 500 mil em 2013 para cerca de 400 mil em 2022. Por sua vez, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), citado pelo Portal Contábeis e reproduzido pelo Paraíba Business, registra 503.391 empregados no setor em junho de 2016 e 449.508 em outubro de 2023. As bases e os períodos são diferentes, então os números não se comparam diretamente, mas apontam para a mesma direção.

Há ainda uma leitura do Dieese, a partir da RAIS: os bancários representavam 80% dos trabalhadores do ramo financeiro em 1994, 50% em 2019 e 42% em 2024. Ou seja, o ramo financeiro mudou de composição, com fintechs e novas instituições ocupando espaço.

A queda começou antes da IA generativa

Pix, aplicativo e fechamento de agências, por exemplo, vieram antes dos assistentes de linguagem. Segundo a Febraban, o setor registrou 240,8 bilhões de transações bancárias em 2025, e 83% delas foram digitais. Quando o balcão perde volume, o quadro que o sustentava perde também, com ou sem inteligência artificial.

Isso importa para a sua decisão porque o risco para o emprego tem mais de uma causa. Além disso, nenhuma das fontes que consultamos mede quantos postos a IA, isoladamente, eliminou ou vai eliminar, e o material divulgado da pesquisa da Febraban não traz estimativa de vagas cortadas por causa dela. Portanto, quem afirma um número preciso sobre isso está estimando, não citando dado.

O que a inteligência artificial nos bancos já faz, com números

A pesquisa da Febraban ouviu 25 bancos, que representam cerca de 85% dos ativos do setor, e entrevistou 53 executivos de tecnologia. Além disso, o orçamento de tecnologia dos bancos deve chegar a R$ 50,4 bilhões em 2026, alta de 8% sobre 2025, e cerca de R$ 3 bilhões desse total vão para inteligência artificial, analytics e big data, também com alta de 8%.

Quando perguntados sobre o valor percebido da IA, 92% dos bancos citaram o ganho de velocidade em tarefas rotineiras. Em seguida aparecem a redução do tempo de resposta ao cliente, a redução de custos e a eficiência na análise de dados, com 52%, e a detecção e prevenção de fraudes, com 48%. Por fim, os agentes de IA, segundo a pesquisa, aparecem sobretudo em automação de processos internos (76%), atendimento por chatbots e voicebots (71%) e geração de relatórios e documentos (71%).

Caso de uso da IA Não usa Em exploração Larga escala
Chatbots para atendimento 24% 40% 36%
Chatbots de apoio durante o atendimento 36% 36% 28%
Onboarding e verificação de identidade 37% 37% 26%
Ouvidoria 52% 24% 24%
Personalização de ofertas 48% 32% 20%
Interface com o usuário 56% 28% 16%
Robô advisor 76% 16% 8%

Fonte: 34ª Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária (2026), realizada pela Deloitte, bloco de experiência do cliente (amostra de até 25 bancos). IA: inteligência artificial. Linha destacada: o caso de uso mais próximo da recomendação de investimentos.

Onde a IA já está em larga escala

O atendimento automatizado lidera o uso da inteligência artificial nos bancos. Por exemplo, mais de um terço dos bancos (36%) usa chatbots de atendimento em larga escala, e a pesquisa mostra que o ganho médio de eficiência no atendimento com IA e IA generativa subiu de 7% em 2024 para 10,3% em 2025. Ao mesmo tempo, o ganho médio em processos bancários passou de 8,4% para 11,8%, e no backoffice, de 7,4% para 11,5%.

Portanto, leia esses números pelo que são: ganhos de eficiência em tarefas que seguem regra, volume e repetição. Isso porque a tecnologia absorve primeiro esse tipo de tarefa, e é aí que o profissional que apenas executa procedimentos fica mais exposto.

Onde ela ainda engatinha

Por outro lado, o dado mais revelador está na última linha da tabela. Por exemplo, o robô advisor, que automatizaria a recomendação de investimentos, não é usado por 76% dos bancos, e só 8% o têm em larga escala. No conjunto da experiência do cliente, apenas 20% dos bancos usam IA em larga escala, enquanto 24% não usam e 56% estão em exploração inicial ou escala limitada.

Ou seja, o ponto mais sensível da atividade bancária, recomendar um produto a uma pessoa específica, é justamente onde menos bancos delegaram a decisão à máquina. No entanto, a pesquisa não explica o motivo. Há, porém, uma pista nas regras que veremos adiante.

ANTECIPA BLACK

25% OFF em nossos cursos preparatórios!

Aproveite a promoção para se preparar para concursos bancários e certificações financeiras.

Promoção válida de 02 a 10/11
25% OFF usando o cupom da Antecipa Black
Use o cupom ANTECIPABLACK
Banco do Brasil Caixa BNB BANESTES BASA CPA C-Pro R C-Pro I CFG ANCORD

O que o Banco Central observa na inteligência artificial nos bancos

Em pesquisa feita entre fevereiro e março de 2025 com 606 instituições reguladas, apresentada no Relatório de Estabilidade Financeira do primeiro semestre daquele ano, o Banco Central apurou que 26,7% das instituições usam modelos de IA em soluções de tecnologia da informação (TI). Os maiores bancos lideram a adoção, enquanto instituições de pagamento e cooperativas aparecem com adoção baixa. Entre os benefícios citados, por sua vez, eficiência (95,7%) e redução de custos (73,5%) ficaram no topo.

Mas o mesmo levantamento registra o outro lado. Os riscos mais citados pelas instituições foram o legal e de não conformidade (66%), o operacional (52%) e a má qualidade dos dados (45%). Além disso, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, chamou atenção para a “caixa-preta” de alguns modelos, cujos resultados não se conseguem explicar, e para vieses, governança e qualidade de dados. Por fim, entre as barreiras à adoção, as instituições apontaram falta de capacitação, custos de implementação e limitações nos dados.

Regra para a inteligência artificial nos bancos: o que existe e o que está a caminho

Na época da pesquisa, o BC dizia não planejar uma regulação específica para IA, apoiando-se em normas gerais como a Resolução 4.557/2017 do Conselho Monetário Nacional (CMN), que trata da estrutura de gerenciamento de riscos e inclui os riscos associados a tecnologias como a IA. Depois, em 2026, a cobertura do Febraban Sec 2026 informa que o projeto regulatório do BC reúne 16 iniciativas que abrangem cibersegurança, prevenção a fraudes e inteligência artificial. Também no Congresso, o PL 2.338/2023, o marco legal da IA, foi aprovado no Senado e tramita na Câmara.

Para quem pensa em carreira, a consequência prática é direta: quanto mais a IA entra no banco, mais o banco precisa de gente que entenda risco, conformidade, qualidade de dado e explicabilidade. Assim, essas áreas crescem junto com a tecnologia.

Inteligência artificial nos bancos: tarefas que a máquina assume e tarefas que seguem com gente

Cruzando o que a Febraban descreve sobre a inteligência artificial nos bancos com o que as normas atribuem a cada atividade, chegamos à divisão abaixo. Ela é uma leitura nossa, não uma classificação oficial, e por isso a fronteira se move com a tecnologia.

Atividade Tende a ser automatizada Segue dependendo de pessoa
Atendimento e vendas
Dúvidas simples e serviços recorrentes Respostas padronizadas por chatbot e voicebot Reclamação complexa, cliente em dificuldade, negociação
Recomendação de investimentos Coleta de dados e sugestão de ofertas por análise de dados Verificação de adequação ao perfil, explicação do risco, registro da decisão do cliente
Risco e conformidade
Fraude e lavagem de dinheiro Detecção de padrões e triagem de alertas Decisão sobre o caso, comunicação ao regulador, responsabilização
Relatórios e documentos Geração de rascunhos e consolidação de dados Validação, assinatura e prestação de contas
Governança dos próprios modelos de IA Monitoramento automático de indicadores Explicar resultados, auditar vieses, garantir qualidade dos dados
Operações
Processos internos e backoffice Automação de rotinas com regra clara Tratamento de exceções e desenho dos controles

Classificação elaborada pela Capriata Cursos a partir da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, das normas de suitability e da pesquisa do Banco Central sobre IA. Linha destacada: atividade regulada por suitability.

Suitability: quem responde quando a recomendação dá errado

Esse é o ponto que, na nossa leitura, explica por que o robô advisor avança devagar. Por isso, trabalhamos essas regras em detalhe nos nossos cursos de CPA e C-Pro R. Pelo suitability, previsto na Resolução CVM 30 e no Código ANBIMA, o distribuidor é o responsável pela verificação e não pode recomendar produtos, realizar operações ou prestar serviços sem checar a adequação ao perfil do cliente.

Assim, as consequências práticas aparecem nas regras que nossos alunos precisam dominar para a prova:

  • É vedado recomendar um produto quando o perfil do cliente não é adequado, quando as informações para identificar o perfil não foram obtidas ou quando estão desatualizadas.
  • Se o cliente pede uma aplicação para a qual não tem perfil, a instituição deve alertá-lo e obter uma declaração expressa de que ele mantém a decisão ciente da inadequação.
  • As informações do perfil têm intervalo máximo de atualização de 5 anos. Além disso, a classificação dos produtos deve ser refeita em intervalos não superiores a 24 meses.
  • O perfil do cliente é construído a partir de objetivo, situação financeira e conhecimento e, por fim, resulta em categorias como conservador, moderado e agressivo.

A IA ajuda no processo, mas a responsabilidade não muda

Por um lado, uma ferramenta de IA pode coletar as respostas, cruzar dados e até propor a classificação. Por outro lado, a norma atribui o dever à instituição e aos profissionais certificados que atuam em seu nome. Nas fontes que consultamos, não há proibição geral de automatizar o processo, e o robô advisor existe. A responsabilidade pela adequação, porém, não desaparece com a automação, e isso, na nossa leitura, é um bom motivo para os bancos manterem pessoas treinadas dentro do processo.

O dado que alimenta o modelo também tem regra

Há ainda a camada de dados. Os princípios da LGPD, que também cobramos no conteúdo da CPA, incluem finalidade, adequação, transparência e não discriminação. Portanto, um modelo que personaliza ofertas ou decide crédito precisa respeitá-los, e alguém dentro do banco precisa saber demonstrar que respeita.

Assessoria é conversa, não consulta a um painel

No material de C-Pro I, tratamos a capacidade de poupança como ponto de partida do planejamento: o profissional certificado analisa renda, padrão de vida, perfil de risco, objetivos e horizonte, considera o estágio de vida do cliente (fundação, acumulação, manutenção ou distribuição) e o seu comportamento de consumo. Um painel entrega o dado, mas transformar o dado em um plano que o cliente aceite e consiga sustentar é trabalho de relacionamento.

As finanças comportamentais, que ocupam espaço no módulo de prospecção e relacionamento do C-Pro R, partem da constatação de que investidores têm aversão a perdas, racionalidade limitada e tendência a separar seus investimentos mentalmente. Por isso, quem aconselha precisa administrar esses vieses, e isso é diferente de calcular.

Conformidade e controles crescem com a inteligência artificial nos bancos

Como o risco legal e de não conformidade foi o mais citado pelas instituições (66%), o desdobramento é claro: cada modelo novo cria trabalho de validação, documentação e supervisão. Esse trabalho também pede quem conheça a regulação e saiba conversar com a área de tecnologia, perfil próximo do que as certificações exigem em regulação e produtos.

Certificação protege emprego diante da inteligência artificial nos bancos?

A obrigação de certificação sempre esteve vinculada à realização de atividades elegíveis, e a ANBIMA organiza as certificações por tipo de atividade, como prospecção, recomendação e assessoria a investidores. Porém, em 2026, a estrutura mudou: segundo a ANBIMA, as certificações CPA-10, CPA-20 e CEA deixaram de existir em janeiro de 2026, dando lugar à CPA, à C-Pro R e à C-Pro I. Além disso, a CPA é a certificação de entrada obrigatória e pré-requisito para as outras duas.

Certificação anterior Caminho de transição
CPA-10 CPA
CPA-20 CPA + C-Pro R
CEA CPA + C-Pro R + C-Pro I

Fonte: ANBIMA, Q&A sobre as novas certificações de distribuição (2026). A transição é feita pela plataforma ANBIMA Edu3 e não é automática. CPA, C-Pro R e C-Pro I são as novas certificações de distribuição da ANBIMA. Linha destacada: caminho mais longo.

O que a certificação faz por você

Ela habilita a exercer atividades reguladas e demonstra que você domina o que a norma exige de quem as exerce. Também é um filtro de entrada: sem ela, o profissional não pode ser escalado pela instituição para essas atividades. Assim, para quem quer trabalhar em agência, plataforma de investimentos ou assessoria, entender as novas certificações ANBIMA é o primeiro passo.

O que ela não faz

Ainda assim, nenhuma certificação impede que a função seja redesenhada. Se o seu trabalho se resume a repetir o que o sistema mostra, o sistema passa a competir com você, com ou sem selo. Por outro lado, os profissionais que tendem a se valorizar são os que interpretam o perfil, explicam o risco em linguagem que o cliente entende e documentam a adequação, atividades que a norma cobra da instituição e de seus profissionais certificados.

De fato, a própria prova sinaliza isso. A C-Pro R tem 45 questões, 2h30 de duração e exige 70% de acertos (32 questões), sendo 30 de múltipla escolha e 15 de casos ou árvores de decisão. O módulo de prospecção e relacionamento também vale 20% e inclui psicologia e tomada de decisão. Assim, um exame que reserva um terço das questões para situações de decisão está avaliando julgamento, não só memória.

Vale entrar no banco agora, com a inteligência artificial nos bancos avançando?

Não existe resposta única, e por isso desconfie de quem a dá com certeza. O que as fontes permitem dizer é o seguinte.

O perfil de contratação se desloca

Segundo a Febraban, 42% dos bancos pretendem ampliar o número de profissionais de TI, com crescimento médio de 22% na amostra de nove bancos que informou o dado, e em média 11% dos profissionais dos bancos já são da área de TI. Além disso, os cargos de tecnologia mais demandados em 2025 foram desenvolvedor de software, engenheiro de IA, engenheiro de dados, arquiteto corporativo e engenheiro de DevOps. Também nos concursos, o cargo de escriturário do Banco do Brasil foi dividido em Agente Comercial e Agente de Tecnologia no edital de 2023. É uma leitura nossa, mas os dois movimentos apontam na mesma direção: a tecnologia ganha peso dentro do banco, inclusive nas vagas de ingresso.

Isso não significa, porém, que o ramo comercial desapareça. Significa que o candidato ao concurso do Banco do Brasil ou de outros bancos precisa escolher a área com os olhos abertos, e que as matérias de conhecimentos bancários e atualidades do mercado financeiro seguem sendo o terreno em que a prova decide a classificação. Por fim, não há como prever o número de vagas de futuros editais, e não vamos fingir que há.

Quem já está no banco: não espere o treinamento resolver

A pesquisa mostra que 70% dos bancos têm ou estão desenvolvendo estratégias de requalificação profissional, e que R$ 29,4 milhões foram previstos para treinamento em IA e IA generativa em 2026, alta de 31%. Ao mesmo tempo, o investimento em treinamento tecnológico para profissionais de TI subiu 38% (de R$ 33,7 milhões para R$ 46,4 milhões, em 18 bancos), enquanto o destinado aos demais profissionais ficou praticamente estável, com queda de 2% (de R$ 59,7 milhões para R$ 58,7 milhões, em 19 bancos). Nossa interpretação: o aprendizado de tecnologia está sendo concentrado na equipe de TI e, por isso, quem atua em outras áreas tende a depender mais da própria iniciativa para se requalificar.

O que estudar para ficar do lado que a IA ainda não ocupa

Por isso, vale priorizar cinco frentes de estudo:

  • Regulação aplicada: suitability, regras de distribuição, LGPD e prevenção à lavagem de dinheiro, estudadas pelo raciocínio por trás da norma, não por decoreba.
  • Comportamento do investidor: finanças comportamentais e leitura de perfil, que sustentam a recomendação.
  • Produtos de investimento e de crédito, com capacidade de explicar risco, prazo e liquidez em linguagem clara.
  • Noções de dados e IA: o que é um modelo, de onde vem o viés, por que a explicabilidade importa.
  • Atualidades do mercado financeiro: Pix, Open Finance, regulação em andamento e o que os bancos estão adotando.

O que ainda não sabemos

Um artigo sério sobre a inteligência artificial nos bancos precisa deixar claro onde os dados terminam. Assim, os limites são estes:

  • Não há dado público confiável ligando o uso de IA ao número de vagas eliminadas ou criadas nos bancos brasileiros.
  • A Pesquisa Febraban trabalha com amostras diferentes para cada indicador, de 9 a 25 bancos. Além disso, o próprio documento traz dois números distintos para o crescimento médio das equipes de TI (8% em uma página, 22% em outra), e por isso usamos o 22%, divulgado no comunicado da Deloitte, indicando a amostra.
  • A pesquisa do Banco Central é de 2025 e capta uma fase inicial da adoção. Por outro lado, os dados da Febraban mostram ganhos de eficiência maiores em 2025 do que em 2024, o que indica avanço rápido.
  • A regulação da IA está em construção: o PL 2.338/2023 ainda tramita na Câmara, e o projeto regulatório do BC para 2026 está em andamento.

Na visão da Capriata Cursos

Nós não vendemos medo nem promessa de estabilidade. A inteligência artificial nos bancos vai continuar absorvendo tarefas repetitivas, e quem constrói carreira baseada apenas em executar procedimentos precisa saber disso antes de escolher onde investir o tempo de estudo.

ANTECIPA BLACK

25% OFF em nossos cursos preparatórios!

Aproveite a promoção para se preparar para concursos bancários e certificações financeiras.

Promoção válida de 02 a 10/11
25% OFF usando o cupom da Antecipa Black
Use o cupom ANTECIPABLACK
Banco do Brasil Caixa BNB BANESTES BASA CPA C-Pro R C-Pro I CFG ANCORD

Também não acreditamos que a certificação seja um amuleto. Ela vale porque habilita a exercer atividades que a regulação mantém sob responsabilidade de instituições e profissionais certificados, e porque cobra raciocínio sobre perfil, risco e adequação. É por isso que, nos nossos cursos de CPA, C-Pro R e C-Pro I, insistimos em ensinar o porquê da regra, os casos de decisão e o comportamento do investidor, e não apenas a resposta que cai na prova.

Nosso compromisso é acompanhar essas mudanças e atualizar o conteúdo quando houver novidade, como fizemos na migração da CPA-10, da CPA-20 e da CEA para a CPA, a C-Pro R e a C-Pro I. Por fim, se você está decidindo entre estudar para um concurso bancário ou para uma certificação, conheça os nossos cursos e escolha o caminho com informação, não com susto.

Perguntas frequentes sobre inteligência artificial nos bancos

A inteligência artificial vai acabar com o emprego de bancário?

As fontes públicas não permitem afirmar isso. O quadro de bancários encolhe há mais de uma década, mas esse movimento acompanha a digitalização, o Pix e o fechamento de agências, e nenhum levantamento que consultamos isola o efeito da IA. O que se observa é que tarefas repetitivas são automatizadas primeiro, enquanto atividades reguladas, como a recomendação com verificação de suitability, seguem sob responsabilidade de pessoas e instituições.

Quais tarefas dos bancos a IA já faz hoje?

Segundo a Pesquisa Febraban 2026, os usos mais citados da inteligência artificial nos bancos são automação de processos internos (76%), atendimento por chatbots e voicebots (71%) e geração de relatórios e documentos (71%). Também aparecem detecção de fraudes, onboarding e verificação de identidade, e apoio aos colaboradores.

A IA pode substituir o gerente de investimentos?

Ainda não é o que os dados mostram. O robô advisor não é usado por 76% dos bancos da pesquisa e está em larga escala em apenas 8%. Nas regras que consultamos, não há proibição geral de automatizar a recomendação, mas o dever de verificar a adequação ao perfil continua com a instituição, o que mantém profissionais treinados no processo.

A certificação ANBIMA protege contra a substituição por IA?

Ela não protege sozinha, porque a certificação habilita você a exercer atividades reguladas e demonstra domínio do que a norma exige, mas uma função pode ser redesenhada mesmo com o selo. Assim, o que reduz o risco é combinar a certificação com capacidade de interpretar perfil, explicar risco e documentar a adequação.

O que mudou nas certificações ANBIMA em 2026?

Segundo a ANBIMA, a CPA-10, a CPA-20 e a CEA deixaram de existir em janeiro de 2026, dando lugar à CPA, à C-Pro R e à C-Pro I. Além disso, a CPA é a certificação de entrada e pré-requisito para as outras duas. Quem tinha certificação válida passa pela transição na plataforma ANBIMA Edu3, que não é automática.

Vale a pena fazer concurso bancário com a IA avançando?

Depende do objetivo e da área escolhida. Por um lado, os bancos informam que pretendem ampliar equipes de tecnologia, e os editais do Banco do Brasil já separam o cargo de escriturário em Agente Comercial e Agente de Tecnologia. Não há como garantir o número de vagas de futuros concursos, então vale decidir pelo interesse na função e pela preparação, e não por uma expectativa de estabilidade.

O que o Banco Central diz sobre o uso de IA pelos bancos?

Em pesquisa com 606 instituições, o BC apurou que 26,7% usam IA em soluções de TI e que os principais riscos percebidos são o legal e de não conformidade (66%), o operacional (52%) e a má qualidade dos dados (45%). O órgão também demonstrou preocupação com a explicabilidade dos modelos, com vieses e com governança. Em 2025, informou que não planejava uma regulação específica, mas em 2026 o tema aparece entre as iniciativas do seu projeto regulatório.

Que habilidades valorizam o profissional bancário na era da IA?

Conhecimento de regulação, leitura de perfil e comportamento do investidor, capacidade de explicar produtos e riscos com clareza, noções de dados e de explicabilidade de modelos, e atualização constante sobre o mercado financeiro. São habilidades que as certificações e os concursos bancários também cobram, em graus diferentes.

O que é suitability e por que ele importa para a IA?

Suitability é o dever de verificar se um produto, serviço ou operação é adequado ao objetivo, à situação financeira e ao conhecimento do cliente, regulado pela Resolução CVM 30. Importa para a IA porque qualquer sistema que recomende produtos precisa respeitar essas regras, e a responsabilidade pela adequação permanece com a instituição, mesmo quando o processo é automatizado.

Existe lei brasileira para regular a inteligência artificial?

O PL 2.338/2023, que propõe o marco legal da IA, foi aprovado no Senado e tramita na Câmara, segundo a cobertura que consultamos. Enquanto não há lei específica, os bancos seguem normas gerais do CMN e do Banco Central, como a Resolução CMN 4.557/2017 sobre gerenciamento de riscos, além da LGPD.

Os bancos estão contratando profissionais por causa da IA?

A pesquisa não relaciona contratações à IA, mas mostra que o foco está em tecnologia. Segundo a Febraban, 42% dos bancos pretendem ampliar as equipes de TI, com crescimento médio de 22% na amostra que informou o dado, e as funções mais demandadas em 2025 foram desenvolvedor de software, engenheiro de IA e engenheiro de dados. Por outro lado, não há dado sobre contratações para outras áreas.

Fontes consultadas

Aviso de conteúdo

É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio, seja eletrônico, digital ou impresso, sem a devida autorização por escrito dos responsáveis.

Deixe um comentário

Veja Também