Greve no Banco do Brasil aumenta pressão por novas contratações
Greve no Banco do Brasil aumenta pressão por novas contratações
A possibilidade de um novo concurso do Banco do Brasil ganhou mais um elemento importante em setembro de 2026. Funcionários do banco iniciaram paralisações em diferentes regiões do país, enquanto a necessidade de novas contratações continua aparecendo nas negociações entre representantes dos trabalhadores e a instituição.
É importante, entretanto, separar os fatos das expectativas.
A greve não significa que um novo concurso do Banco do Brasil foi confirmado. O banco ainda não anunciou edital, número de vagas ou cronograma para uma nova seleção.
Por outro lado, a mobilização ocorre em um cenário muito diferente daquele observado no início de 2026. Além de o Banco do Brasil estar sem concurso válido, levantamentos apontarem mais de 10 mil postos vagos e entidades representativas cobrarem a recomposição do quadro, o próprio BB passou recentemente a reconhecer a necessidade de novas contratações e a admitir a avaliação de uma futura seleção.
É essa sequência de acontecimentos — e não a greve isoladamente — que considero mais relevante para quem está esperando o próximo concurso.
Banco do Brasil tem paralisação parcial em setembro
A mobilização começou em 10 de setembro, depois de parte das bases sindicais rejeitar a proposta apresentada pelo Banco do Brasil durante as negociações para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
27 sindicatos decidiram pela paralisação, enquanto outras entidades aprovaram a proposta ou optaram por continuar as negociações. Por isso, diferentemente do movimento nacional da Caixa Econômica Federal, a paralisação do Banco do Brasil não ocorreu de maneira uniforme em todo o país.
Outras fontes também confirmaram essa configuração. A paralisação alcançou bases de estados como Bahia, Ceará, Piauí e Minas Gerais, enquanto sindicatos de outras localidades aprovaram a proposta apresentada pelo BB.
Entre os principais pontos de discussão estão condições de trabalho e assistência à saúde. Uma das propostas do BB envolve um aporte de R$ 360 milhões relacionado à manutenção da Cassi, plano de saúde dos funcionários.
Portanto, é incorreto afirmar que os funcionários entraram em greve exclusivamente para exigir um novo concurso.
O concurso faz parte de um contexto maior de recomposição do quadro de funcionários, mas não é a única reivindicação da categoria.
Essa diferença é importante para não transformar uma notícia trabalhista em uma confirmação de edital que ainda não existe.
No Amazonas, agências do BB fecharam durante a greve
A notícia também teve reflexos concretos no funcionamento das agências.
No Amazonas, reportagem do g1 mostrou que funcionários do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia (Basa) entraram em greve por tempo indeterminado em 10 de setembro.
Segundo o Sindicato dos Bancários do Amazonas, a paralisação atingiu agências tanto de Manaus quanto do interior do estado. Entre as reivindicações apresentadas pela categoria estavam mudanças relacionadas ao plano de saúde, reajuste salarial, aumento real e questões envolvendo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
A situação do Amazonas ajuda a entender por que podemos encontrar notícias falando em “greve no Banco do Brasil”, enquanto outras utilizam a expressão “paralisação parcial”.
As duas informações não são necessariamente contraditórias.
Nacionalmente, o movimento no BB é parcial, pois nem todas as bases sindicais aderiram à paralisação. Em determinadas bases, porém, como ocorreu no Amazonas, funcionários aderiram ao movimento e agências foram fechadas.
Para quem acompanha o concurso, entretanto, existe uma questão mais importante por trás desse movimento.
Por que a necessidade de funcionários voltou tantas vezes às discussões envolvendo o Banco do Brasil?
Pressão por novas contratações já vinha crescendo
A reivindicação por recomposição do quadro não começou com a greve de setembro.
Representantes dos funcionários vêm cobrando novas contratações ao longo de 2026 e relacionando a redução das equipes a problemas como sobrecarga de trabalho, filas e dificuldades no atendimento de determinadas unidades.
A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) voltou a defender novas contratações em agosto.
Isso muda a maneira como considero que o candidato deve interpretar a greve.
Se ela fosse um acontecimento isolado, sua relação com um futuro concurso seria muito mais fraca.
Mas não é isso que estamos observando.
Temos uma sequência de acontecimentos envolvendo o quadro de pessoal do banco:
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- o último concurso perdeu sua validade;
- não existem mais aprovados daquele concurso disponíveis para convocação;
- há milhares de posições desocupadas em relação ao quadro autorizado;
- entidades sindicais vêm cobrando novas contratações;
- o próprio BB reconheceu a necessidade de reforçar seu quadro;
- e agora parte dos funcionários entrou em paralisação em meio às negociações.
Nenhum desses pontos, individualmente, confirma um novo edital.
Juntos, porém, eles ajudam a mostrar que a discussão sobre pessoal deixou de ser apenas uma expectativa dos concurseiros e passou a fazer parte das questões enfrentadas pelo próprio Banco do Brasil.
Banco do Brasil tem mais de 10 mil cargos vagos
Esse talvez seja um dos números mais importantes para entender o cenário atual.
O Banco do Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 com 84.619 funcionários ativos.
O quadro autorizado permitiria até 94.955 empregados.
A diferença entre esses números é de:
10.336 cargos vagos.
Isso não significa, atenção, que um eventual concurso terá 10.336 vagas.
Esse seria um salto que os dados não permitem fazer.
O quadro autorizado representa o limite de empregados que a instituição pode manter, e uma eventual seleção dependerá das necessidades do banco, planejamento, orçamento, autorizações e decisões administrativas.
Portanto:
10.336 cargos vagos ≠ 10.336 vagas em um novo edital.
Mesmo assim, o número é relevante porque ajuda a dimensionar a diferença existente entre o quadro autorizado e o número efetivo de empregados.
Para quem acompanha o concurso há bastante tempo, esse dado precisa ser analisado em conjunto com outro fato importante: atualmente o Banco do Brasil não possui uma seleção válida para simplesmente convocar novos escriturários.
Último concurso do BB não pode mais realizar convocações
O último concurso do Banco do Brasil foi publicado em 2022 e organizado pela Fundação Cesgranrio.
A seleção ofereceu oportunidades para Escriturário nos perfis de Agente Comercial e Agente de Tecnologia, com exigência de nível médio.
Sua validade terminou em julho de 2025, depois da convocação dos candidatos aprovados, inclusive do cadastro de reserva.
Na prática, isso cria uma situação bastante objetiva.
Se o Banco do Brasil decidir realizar uma nova contratação externa para os cargos abrangidos por aquela seleção, será necessária uma nova seleção pública.
Esse é um dos motivos pelos quais tenho acompanhado de perto cada movimentação relacionada ao quadro de funcionários.
Para acompanhar toda a cronologia, mantenho atualizado também nosso conteúdo sobre Concurso Banco do Brasil 2026: últimas notícias e informações.
O próprio BB já reconheceu a necessidade de novas contratações
Outro ponto que considero mais relevante do que a greve isoladamente ocorreu no final de agosto.
Depois de cobranças durante as negociações, o Banco do Brasil reconheceu a necessidade de reforçar seu quadro de funcionários e informou que avaliaria a possibilidade de uma nova seleção pública.
Isso representou uma mudança de posicionamento.
Anteriormente, representantes dos funcionários haviam solicitado que o banco assumisse formalmente o compromisso de encaminhar uma proposta para realização de concurso em 2027.
Naquele momento, não houve uma sinalização positiva nesse sentido. Posteriormente, porém, o BB reconheceu a necessidade de contratação e passou a admitir a avaliação de uma futura seleção.
Aqui também precisamos ter bastante cuidado com as palavras:
avaliar a possibilidade de concurso não significa confirmar o concurso.
Até o momento, não temos anúncio oficial de edital, quantidade de vagas, cargos ou data para publicação.
BB também já havia avançado em estudos sobre uma futura banca
Existe ainda outro elemento anterior às paralisações.
O Banco do Brasil confirmou em janeiro de 2026 que mantinha estudos e análises relacionados à contratação de uma futura banca organizadora.
Em abril, instituições interessadas em organizar uma próxima seleção teriam recebido um termo de referência, com posterior etapa de propostas técnico-financeiras.
Novamente, isso não equivale à contratação de uma banca nem à autorização de um edital.
Mas observe a sequência:
estudos sobre banca → cobrança por contratações → quadro com mais de 10 mil postos vagos → reconhecimento da necessidade de reforçar o quadro → paralisações em diferentes regiões.
É essa sequência que considero importante.
Analisar apenas uma manchete pode produzir tanto excesso de otimismo quanto pessimismo. O candidato precisa acompanhar o conjunto dos acontecimentos.
A greve pode acelerar o concurso Banco do Brasil?
Não existe, até o momento, informação que permita afirmar isso.
A paralisação aumenta a pressão sobre o banco para responder às reivindicações dos funcionários, mas a pauta das negociações é mais ampla e inclui temas como saúde, condições de trabalho, remuneração e benefícios.
Além disso, as próprias negociações de setembro trouxeram referência às restrições decorrentes da legislação eleitoral. Em reunião realizada antes da paralisação, o BB manteve a proposta anteriormente apresentada e mencionou limitações impostas pelo período eleitoral.
Por isso, eu não utilizaria a expressão “greve antecipa concurso”.
O que podemos afirmar é algo diferente:
a greve acrescenta pressão a um cenário no qual a necessidade de recomposição do quadro já vinha sendo discutida.
Essa formulação é menos chamativa, mas é muito mais correta.
Então vale a pena começar a estudar para o Banco do Brasil?
Essa é a pergunta que mais interessa ao candidato.
E aqui minha posição permanece a mesma que venho defendendo na Capriata Cursos: esperar a confirmação do edital para começar a estudar é assumir um risco desnecessário.
Não porque podemos garantir que o edital será publicado em determinada data. Não podemos.
O motivo é o tamanho do conteúdo que historicamente precisa ser estudado.
No último concurso para Agente Comercial, o candidato precisou enfrentar disciplinas como Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática, Atualidades do Mercado Financeiro, Matemática Financeira, Conhecimentos Bancários, Informática e Vendas e Negociação.
Quem começa depois da publicação do edital precisa aprender conteúdo, revisar, resolver questões, corrigir deficiências e realizar simulados dentro de um período normalmente muito mais curto.
Quem começa antes consegue distribuir esse trabalho.
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No artigo O que estudar para o Banco do Brasil, explicamos com mais detalhes como organizar essa preparação.
E existe ainda um segundo aspecto: o Banco do Brasil continua sendo uma carreira bastante procurada por candidatos de nível médio. Além do salário-base, benefícios e possibilidades de desenvolvimento dentro da instituição fazem parte da atratividade do concurso. Esses pontos estão detalhados no nosso conteúdo sobre benefícios e remuneração no concurso Banco do Brasil.
O que sabemos sobre o próximo concurso Banco do Brasil?
Em setembro de 2026, o cenário pode ser resumido da seguinte forma:
| Informação | Situação |
|---|---|
| Novo concurso confirmado? | Não |
| Edital publicado? | Não |
| Banca definida? | Não divulgada |
| Número de vagas | Não definido |
| Necessidade de contratações reconhecida? | Sim |
| Concurso anterior ainda válido? | Não |
| Diferença para o quadro autorizado no 1º tri./2026 | 10.336 postos |
| Funcionários em paralisação | Sim, em parte das bases |
| Cargo esperado em eventual seleção | Escriturário |
Essa tabela talvez seja a melhor fotografia do momento.
Temos mais sinais favoráveis à necessidade de contratação, mas ainda não temos um concurso oficialmente confirmado.
As duas coisas podem — e devem — ser ditas ao mesmo tempo.
Na visão da Capriata Cursos
Na Capriata Cursos, acompanhamos concursos bancários há anos e considero importante evitar dois extremos quando surge uma notícia como essa.
O primeiro é transformar qualquer movimentação interna do banco em “edital iminente”. Isso cria uma expectativa que os fatos ainda não sustentam.
O segundo é ignorar todos os sinais porque o edital ainda não foi confirmado.
Também não considero essa uma boa leitura.
A paralisação de setembro de 2026, sozinha, não confirma um novo concurso do Banco do Brasil. Porém, ela acontece depois de uma sequência de acontecimentos que merece atenção: o concurso anterior perdeu a validade, não há mais cadastro de aprovados para convocação, existe uma diferença superior a 10 mil empregados entre o quadro atual e o autorizado, representantes dos funcionários vêm cobrando recomposição e o próprio BB reconheceu a necessidade de novas contratações.
Para o candidato, portanto, a pergunta não deveria ser apenas:
“O edital sai amanhã?”
A pergunta mais útil é:
“Se o Banco do Brasil abrir um novo concurso, eu estarei preparado?”
Quem decide esperar pela confirmação terá certeza maior sobre a existência do concurso, mas provavelmente terá menos tempo para estudar. Quem começa antecipadamente trabalha com uma incerteza maior sobre a data, porém ganha algo extremamente valioso em concursos públicos: tempo de preparação.
É justamente com essa proposta que estruturamos o Preparatório para o Concurso Banco do Brasil da Capriata Cursos: permitir que o aluno construa sua preparação antes do edital, com conteúdo direcionado à carreira bancária, questões, revisões e uma estratégia de estudos organizada.
Perguntas frequentes sobre o concurso Banco do Brasil
1. O Banco do Brasil está em greve?
Existe uma paralisação parcial no BB, iniciada em 10 de setembro de 2026 em determinadas bases sindicais. Não houve adesão uniforme de todas as representações do país. No Amazonas, por exemplo, agências do BB foram atingidas pela greve.
2. A greve confirma um novo concurso Banco do Brasil?
Não. A paralisação aumenta a pressão em torno das reivindicações dos funcionários, entre elas questões relacionadas à recomposição do quadro, mas o Banco do Brasil ainda não confirmou um novo edital.
3. O Banco do Brasil precisa contratar funcionários?
O próprio banco reconheceu recentemente a necessidade de reforçar seu quadro e passou a avaliar a possibilidade de uma nova seleção pública.
4. Quantos cargos vagos existem no Banco do Brasil?
Levantamento baseado no primeiro trimestre de 2026 apontou 84.619 funcionários diante de um quadro autorizado de 94.955 empregados, uma diferença de 10.336 posições. Isso não significa que um eventual edital terá essa quantidade de vagas.
5. O último concurso Banco do Brasil ainda está válido?
Não. A validade da última seleção terminou em julho de 2025, após a convocação dos aprovados, inclusive do cadastro de reserva.
6. Qual cargo pode ser oferecido no próximo concurso do BB?
A expectativa é de novas oportunidades para Escriturário, carreira que no último edital foi dividida entre Agente Comercial e Agente de Tecnologia. Os cargos e vagas de uma futura seleção, porém, ainda não foram oficialmente divulgados.
7. Quando será publicado o próximo edital do Banco do Brasil?
Ainda não existe uma data oficial. O banco reconheceu a necessidade de novas contratações e avalia a possibilidade de nova seleção, mas não anunciou cronograma.
8. Vale a pena estudar para o Banco do Brasil antes do edital?
Para quem tem como objetivo a carreira bancária, começar antecipadamente permite estudar o conteúdo com mais tempo, realizar revisões e resolver mais questões. A estratégia evita concentrar toda a preparação no período entre a publicação do edital e a prova.
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