O que são debêntures?
As debêntures têm ganhado destaque no mercado financeiro brasileiro por oferecerem rentabilidades atrativas e serem uma alternativa interessante aos títulos públicos e CDBs. Mas você sabe o que são, como funcionam e quais os riscos envolvidos?
Se você investe ou está se preparando para as certificações CPA, C-Pro R e C-Pro I, ou mesmo para concursos bancários, entender esse instrumento é essencial — tanto para a prova quanto para sua prática profissional.
O que são debêntures?
Debêntures são títulos de crédito emitidos por empresas de capital aberto ou fechado, que funcionam como uma forma de empréstimo feito pelo investidor à companhia. Ao comprar uma debênture, você está financiando a empresa — que se compromete a pagar esse valor com juros definidos em contrato.
Elas podem ser pré-fixadas, pós-fixadas ou híbridas (como IPCA + juros), e possuem prazo determinado para pagamento. São registradas na CVM, mas não contam com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).
Principais características das debêntures
- Emissor: empresas não financeiras de capital aberto (S/A de capital fechado também podem emitir mas em ofertas públicas somente as abertas registradas na CVM).
- Garantia: não têm cobertura do FGC
- Tributação: seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda para renda fixa (0 a 180 dias = 22,5% de IR; 181 a 360 dias = 20%; 361 a 720 dias = 17,5% e acima de 720 dias = 15%).
- Liquidez: normalmente, são pouco líquidas (difícil revenda no mercado secundário)
- Rendimento: pode ser prefixado, pós-fixado (ex: CDI) ou híbrido (ex: IPCA + taxa pré).
- Prazo mínimo para resgate: 360 dias.
- Classificação de risco (rating): ajuda a avaliar a saúde financeira do emissor.
Tipos de debêntures com exemplos práticos
Debênture simples (ou não conversível)
É o tipo mais comum. O investidor empresta o dinheiro e recebe, no vencimento, o valor principal com juros. Não pode ser convertida em ações.
Exemplo:
Você aplica R$ 5.000 numa debênture da empresa ABC com vencimento em 4 anos, pagando CDI + 2% ao ano. A cada semestre, você recebe os juros. No final, recebe os R$ 5.000 de volta.
Tributação: sim, segue a tabela regressiva de IR
Debênture conversível
Além de pagar juros, esse tipo de debênture pode ser convertida em ações da própria empresa emissora — normalmente no vencimento ou em datas preestabelecidas. Há ainda a debênture permutável, que difere da conversível pelo fato de nesse caso a empresa emitir os títulos, mas as ações disponibilizadas serão de outra empresa.
Exemplo:
Você aplica em uma debênture conversível da empresa XYZ. No vencimento, pode escolher entre receber o valor investido com juros ou receber ações da empresa a um preço fixado no início da operação.
Tributação: sim, com tabela regressiva
Debênture incentivada (ou infraestrutura)
São debêntures emitidas para financiar projetos de infraestrutura (energia, saneamento, transporte, telecomunicações etc.) e contam com isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas.
Exemplo:
Você investe R$ 10.000 em uma debênture incentivada da empresa BR Infraestrutura com rendimento IPCA + 6% ao ano. Como pessoa física, não paga imposto sobre o rendimento.
Isenção: sim, apenas para pessoa física
Prazo mínimo: geralmente superior a 4 anos
Por que as debêntures estão em alta?
As debêntures ganharam espaço por diversos motivos:
- Crescimento do número de plataformas digitais que oferecem acesso direto a esses ativos
- Debêntures incentivadas se tornaram muito atrativas pela isenção fiscal
- Aumento da sofisticação do investidor brasileiro, que hoje busca mais que poupança e CDB
Além disso, empresas preferem emitir debêntures para captar recursos a custos menores do que via crédito bancário.
Quais são os riscos das debêntures?
Risco de crédito: se a empresa emissora falir ou atrasar pagamentos, o investidor pode perder parte ou todo o valor investido.
Risco de liquidez: a maioria das debêntures não tem negociação fácil no mercado secundário.
Risco de mercado: variações nas taxas de juros podem fazer o preço das debêntures oscilar.
Por isso, é essencial analisar o rating (classificação de risco) fornecido por agências como Fitch, Moody’s ou S&P.
Isso cai na prova?
Sim! E muito. A prova da CPA e também em alguns concursos bancários costumam cobrar:
- Diferença entre debênture comum e incentivada
- Regime de tributação e isenção para pessoa física
- Comparação com outros ativos de renda fixa
- Tipos de remuneração: prefixada, pós-fixada e híbrida
Na Capriata Cursos, nossos cursos preparam você para resolver esse tipo de questão com clareza. Usamos exemplos práticos, linguagem acessível e simulados comentados que mostram o que mais cai e como a prova pensa.
Resumo: vale a pena investir em debêntures?
Depende do seu perfil de risco e objetivos. Para investidores moderados e arrojados, as debêntures podem sim fazer parte de uma carteira bem equilibrada. Já para quem busca segurança e liquidez imediata, pode ser melhor optar por títulos públicos ou CDBs com FGC.
Sempre escolha produtos de investimentos baseado em sua análise de perfil do investidor (suitability). Esse post não é uma recomendação de compra.
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