Como funcionam os fundos de investimento:

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Foto: Capriata Cursos / Direitos Reservados

O que são fundos de investimento?

Você já pensou em investir sem precisar escolher cada ativo por conta própria? É exatamente isso que os fundos de investimento oferecem. Eles funcionam como uma “carteira coletiva” onde vários investidores aplicam seus recursos, que são gerenciados por um profissional especializado — o gestor do fundo.

Basicamente, cada pessoa compra cotas do fundo, e o valor dessas cotas varia conforme o desempenho dos ativos que compõem a carteira. Essa estrutura permite que até quem está começando tenha acesso a investimentos mais diversificados, com praticidade e menor risco individual.

Como os fundos são estruturados?

Um fundo de investimento funciona como uma engrenagem bem montada, onde cada agente tem uma função específica e fundamental para o bom funcionamento do todo. Conhecer esses papéis é essencial para entender como o fundo opera na prática. Vamos aos principais:

Administrador

O administrador é o “responsável legal” pelo fundo. Ele garante que todas as operações estejam de acordo com a regulamentação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e com o regulamento do próprio fundo.

Além disso, o administrador é quem contrata os outros prestadores de serviço, como o custodiante, o auditor e a Tesouraria. Desde a CVM n° 175 o Administrador não contrata mais o serviço de Gestor. Ambos são responsáveis pela seleção e contratação de outros prestadores de serviços.

Exemplo de instituições administradoras: bancos, corretoras ou empresas especializadas em administração fiduciária.

Gestor

O gestor é o cérebro do fundo. É ele quem toma as decisões de investimento no dia a dia, escolhendo onde aplicar o dinheiro dos cotistas com base na estratégia definida. Quando há aplicação no fundo o gestor compra ativos, enquanto quando há resgate ele vende os ativos.

Pode decidir, por exemplo, aumentar a posição em renda fixa ou aproveitar oportunidades na bolsa. A habilidade do gestor tem impacto direto na rentabilidade do fundo. Quanto mais experiente e competente, maior a chance de bons resultados (embora nunca haja garantia de retorno).

Importante: ele segue diretrizes preestabelecidas no regulamento e não pode investir de forma aleatória.

Custodiante

O custodiante é quem guarda os ativos financeiros do fundo — literalmente. Ele registra a posse dos papéis (ações, títulos públicos, CDBs, etc.) e garante a segurança e a integridade desses ativos.

Além disso, o custodiante atua de forma independente, o que reforça a transparência do fundo. Ele também cuida da liquidação das operações, conferência e controle dos ativos.

Pense nele como o “cofre” do fundo.

Auditor

O auditor é responsável por verificar se as contas e operações do fundo estão corretas e transparentes. Ele realiza auditorias periódicas, analisando balanços e relatórios financeiros.

O papel do auditor é dar mais segurança aos cotistas, validando que tudo está sendo feito dentro das normas e que não há irregularidades nos números apresentados.

Normalmente, são empresas externas e independentes.

Cotistas

Os cotistas são os verdadeiros donos do fundo — afinal, são eles que colocam o dinheiro ali. Ao comprar cotas, os investidores passam a participar dos lucros (ou prejuízos) gerados pelo desempenho da carteira.

A valorização ou desvalorização das cotas reflete os ganhos ou perdas do fundo. Os cotistas também têm direito a informações periódicas, como extratos, demonstrativos de desempenho e comunicados da administração.

Dica: ao entrar em um fundo, o cotista precisa conhecer seu perfil de risco e os objetivos do fundo. Isso ajuda a evitar frustrações e decisões precipitadas.

Essa divisão de funções garante mais segurança e transparência para quem está investindo.

Tipos de fundos de investimento

Os fundos se dividem em categorias conforme os ativos que compõem sua carteira. Veja os principais:

  • Fundos de Renda Fixa: aplicam em títulos públicos e privados, ideais para quem busca segurança e previsibilidade.
  • Fundos de Ações: investem no mínimo 67% em ações e têm maior potencial de retorno — e também mais risco.
  • Fundos Multimercado: combinam renda fixa, ações, câmbio e até derivativos. São versáteis e indicados para perfis moderados.
  • Fundos Cambiais: expostos à variação do dólar ou outras moedas. Bons para proteger seu patrimônio em momentos de instabilidade.
  • Fundos Imobiliários (FIIs): investem em imóveis ou ativos do setor. Pagam rendimentos periódicos e são bastante populares entre investidores que buscam renda passiva.

Vantagens de investir em fundos

Investir por meio de fundos traz uma série de benefícios, especialmente para quem está começando:

  • Diversificação automática: seu dinheiro é aplicado em vários ativos diferentes.
  • Gestão profissional: você conta com especialistas que acompanham o mercado todos os dias.
  • Acessibilidade: muitos fundos aceitam aportes a partir de valores baixos.
  • Comodidade: não precisa acompanhar o mercado o tempo todo.

Além disso, para quem estuda para certificações como CPA, C-Pro R ou C-Pro I, entender o funcionamento dos fundos é essencial — afinal, esse tema é presença certa nas provas e na prática do dia a dia no mercado financeiro.

Pontos de atenção antes de investir

Embora os fundos sejam vantajosos, é importante ficar atento a alguns detalhes:

  • Taxa de administração e performance: elas impactam diretamente sua rentabilidade.
  • Liquidez: nem todos os fundos permitem resgate imediato.
  • Tributação: varia conforme o tipo do fundo e o tempo que o dinheiro permanece investido.

Então, antes de investir, leia com atenção a lâmina e o regulamento do fundo. Esses documentos explicam tudo sobre o funcionamento, riscos e estratégias adotadas.

Conclusão: vale a pena começar por fundos?

Sim, principalmente se você busca praticidade, diversificação e orientação profissional. Os fundos são uma excelente porta de entrada para o mercado financeiro, além de serem tema obrigatório para quem quer atuar na área e conquistar certificações reconhecidas.

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