Risco sistemático e não sistemático e outros tipos cobrados nas provas da ANBIMA

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Foto: Capriata Cursos / Direitos Reservados

Todo investimento carrega riscos. Saber identificá-los e compreender como afetam sua carteira é essencial para quem busca resultados sustentáveis e, especialmente, para quem está se preparando para provas como CPA-10, CPA-20 e CEA. Neste artigo, você vai aprender a diferença entre risco sistemático e não sistemático, além de conhecer outros riscos importantes, como risco de mercado, crédito, liquidez e operacional.

Risco sistemático: quando o problema atinge todo o mercado

O risco sistemático, também chamado de risco não diversificável ou risco não específico, é aquele que afeta todos os ativos financeiros simultaneamente. Ele está ligado a fatores macroeconômicos e políticos, e não importa o quão diversificada esteja sua carteira — esse tipo de risco não pode ser evitado, apenas mitigado.

Exemplos de risco sistemático:

  • Crises econômicas globais
  • Alta da taxa de juros básica (Selic)
  • Inflação descontrolada
  • Mudanças na política monetária ou fiscal
  • Guerras ou eventos geopolíticos
  • Pandemias, como a Covid-19

Cenário prático:
Mesmo que você invista em ações de setores diferentes, se uma crise internacional derruba o mercado global, é provável que todas essas ações sofram quedas. Esse impacto é o típico risco sistemático.

Risco não sistemático: o que acontece dentro de um ativo ou setor específico

O risco não sistemático, também conhecido como risco diversificável ou específico, está relacionado a fatores internos de uma empresa, instituição ou setor da economia. Ao contrário do risco sistemático, esse tipo pode ser reduzido com uma boa diversificação da carteira.

Exemplos de risco não sistemático:

  • Troca da diretoria de uma empresa
  • Fraudes contábeis
  • Má gestão administrativa
  • Queda de desempenho em um setor específico (como varejo ou construção)
  • Greves internas ou crises reputacionais

Exemplo prático:
Você investe em ações de uma empresa do setor de tecnologia. Mesmo com a economia em alta, essa empresa anuncia prejuízos e cai 20% em poucos dias. Nesse caso, o mercado segue positivo, mas o risco não sistemático do ativo se materializou.

Risco de mercado

Muitas vezes, o risco sistemático é chamado de risco de mercado, mas cuidado: risco de mercado é um termo mais amplo, que abrange variações nos preços dos ativos financeiros em geral, incluindo:

  • Ações (renda variável)
  • Títulos públicos e privados (renda fixa)
  • Moedas (risco cambial)
  • Juros (risco de taxa de juros)
  • Derivativos

Portanto dentro do Risco de Mercado temos tanto o sistemático quanto o não sistemático. Essas oscilações no preço dos ativos podem ocorrer por vários motivos — como expectativa de crescimento, decisões do Banco Central ou alterações no cenário internacional — e afetam diretamente o preço dos investimentos.

Outros tipos de risco que você precisa conhecer

Além dos dois principais (sistemático e não sistemático), o investidor também deve ficar atento a outros riscos importantes:

🔸 Risco de crédito

É o risco de que o emissor do título não pague o que prometeu. Isso ocorre com títulos privados (como CDB, LCI, debêntures), especialmente quando o emissor não possui um bom rating de crédito.

Exemplo:
Você investe em um CDB de um banco pequeno. Se o banco quebrar e o valor ultrapassar o limite do FGC (R$ 250 mil), você pode não receber o total investido.

🔸 Risco de liquidez

Refere-se à dificuldade de transformar um ativo em dinheiro rapidamente, sem perda significativa de valor. Isso acontece quando o mercado tem poucos compradores ou o ativo possui baixa negociação.

Exemplo:
Você tem uma debênture de longo prazo. Precisa vender antes do vencimento, mas não encontra comprador. Mesmo oferecendo desconto, ninguém se interessa. Isso é risco de liquidez.

🔸 Risco operacional

Está relacionado a falhas humanas, tecnológicas ou de processos internos dentro das instituições financeiras. Pode ocorrer em qualquer tipo de organização e impactar negativamente os resultados.

Exemplo:
Um erro no sistema de um banco processa aplicações em duplicidade, afetando milhares de clientes. Isso representa risco operacional.

Acontece quando há mudanças na legislação ou em normas que impactam diretamente os investimentos, como aumento de impostos, restrições a produtos financeiros ou novas exigências da CVM, Bacen ou Anbima.

Como se proteger de tantos riscos?

Embora o risco nunca possa ser eliminado totalmente, é possível adotar estratégias para reduzir sua exposição:

  • Diversificação de ativos (ações, renda fixa, fundos)
  • Escolher emissores com bom histórico de crédito
  • Evitar concentrar tudo em um único setor ou empresa
  • Investir com foco no seu perfil de investidor (conservador, moderado ou arrojado)
  • Estudar constantemente e acompanhar o cenário econômico

Estude com quem te prepara para o mercado real

Na Capriata Cursos, explicamos esses e outros conceitos de forma clara, com exemplos do dia a dia bancário, simulados comentados e suporte direto com professores. O Risco Sistemático e não sistemático é apenas uma pequena parte dentro de um curso completo. Se você está se preparando para CPA-10, CPA-20 ou CEA, entender os riscos dos investimentos será fundamental tanto para a prova quanto para sua atuação profissional.

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